Lisboa · London · Traditions

Lisboa Pastry

Hoje descobri um cantinho de Portugal, um pouco mais à frente da esquina da Camden High Street e a Plender Street: a Pastelaria Lisboa.

Depois de um cafézinho matinal no Costa Cafe – um ritual de luxo só em dias especiais como o de hoje – passeei pela Camden High Street que vai dar ao famoso mercado de Camden Town (na realidade são seis mercados num). Apesar de ser feriado, apercebi-me que parecia um dia quase como os outros. Grande parte do comércio tinha as portas abertas, havia gente na rua e dentro das lojas.

Fui até à loja do Paquistanês – como lhe chamo, porque na realidade nunca percebi qual o nome da loja. Precisava de uma panela para fazer sopa. Os British é mais frigideiras e caçarolas… E neste passeio com um mix de compras pelo meio, regressava a casa quando pouco depois de ter virado a esquina com a Plender Street olhei para uma montra repleta de bolos… Portugueses! Sim, era mesmo verdade! Parei, dei dois ou três passos para trás para ver o nome da loja e… voilá: Lisboa. Inevitável. Tive de entrar. Meti conversa, olhei os bolos, conheci o Augusto e o Roberto, ambos de Guimarães mas em Londres há cerca de 30 anos.

Fiquei a saber que existem quatro “Lisboa’s Pastry” em Londres: aqui, em Chelsea, em Portobello e também em Stockwell. Também vendem produtos portugueses, numa pequena mercearia na parede colada à pastelaria. Saí com belo pastel de nata… Estava muuuuuito bom!

E neste cruzamento de linhas da vida em que  nunca se saber o que se pode encontrar ao virar da esquina, descubro uma pastelaria portuguesa onde agora me posso mimar e matar saudades de Portugal, just around the corner. 🙂

Take care,

Love,

Birdie

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One thought on “Lisboa Pastry

  1. Birdie, dearest:

    Parece que é verdade o que se diz: em qualquer parte do mundo “tropeça-se” sempre num português.
    Imagino que isso te deva ter deixado bem satisfeita, principalmente se esses forem “exemplares interessantes”. (Espero que entendas o que com isto quero dizer e que o não interpretes como snobismo da minha parte. É que já algumas vezes me senti envergonhada de ser portuguesa no estrangeiro, com alguns comportamentos exibicionistas pela negativa, como falar aos berros na rua, dizer palavrões, insultarem-se uns aos outros, etc. No entanto, também me sinto envergonhada de ser portuguesa cá, tantas vezes!!!)
    Não consigo imaginar o prazer que te deu comer esse pastel de nata, isso não. Porque de todas as vezes que estive “abroad” só sentia saudades, muitas, do nosso café!
    Mal regressava, a primeira coisa que fazia, logo que pudesse, era beber um cafezinho… Mas, uma vez saciada a saudade do aroma e do sabor, imediatamente entrava na nostalgia de quem regressou e não gostou, não queria, não era para aqui que queria voltar.
    Há muito tempo que não viajo. É estúpido, mas as responsabilidades financeiras e os encargos em que pateticamente nos metemos, impedem-nos de fazer aquilo que realmente vale a pena: viajar, conhecer o mundo, viver mais.
    E agora sinto-me refém de um apartamento que passarei a vida inteira a pagar e nunca será meu e continuo sempre a sentir aquele amargo de boca de quem vive onde não pertence, aquela sensação de “I don’t belong here.”

    OH! Quem dera ter o resto do mundo, ou pelo menos parte, “just around the corner.” Ainda que fosse em forma de lojinha dos 300, “British Pubs” ou de “Tante Ema Laden”.

    Love, hugs and kisses!

    Take good care of u!

    Celeste

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